Se sua escola tem menos dispositivos do que alunos (e a maioria tem!), não se preocupe: não é um obstáculo — é uma oportunidade pedagógica. Trabalhar em duplas durante as atividades com GeoGebra não só resolve a escassez de recursos, como potencializa a aprendizagem colaborativa.
Mas para que a dupla não vire “um faz, o outro olha”, é preciso planejamento. Veja como fazer isso funcionar:
👥 1. Forme duplas com intencionalidade
- Evite sempre juntar “os melhores” ou “os amigos inseparáveis”.
- Combine: um aluno mais rápido com outro mais observador; um que domina o tablet com outro que tem intuição matemática.
- Dica: use rodízio a cada atividade para que todos experimentem diferentes papéis.
🗣️ 2. Defina papéis claros (e troque ao meio!)
No início da aula, explique:
“Por 10 minutos, o Piloto opera o GeoGebra, e o Navegador dá as instruções e registra no caderno. Depois, trocam!”
Isso garante participação ativa dos dois e evita que um domine a tela.
📋 3. Dê uma tarefa com etapas explícitas
Em vez de “explorem o GeoGebra”, use um roteiro curto:
- Criem um triângulo.
- Meçam seus ângulos.
- Respondam: a soma mudou ao mover os vértices?
Etapa por etapa, a dupla se mantém focada — e você consegue circular pela sala com mais eficiência.
🚦 4. Use sinais visuais para gerenciar o tempo
- Projete um cronômetro visual (existem gratuitos online) ou use um relógio de areia.
- Combine um sinal de atenção (ex: toque suave no sino) para quando for hora de parar, discutir ou trocar de papel.
Dica do Professor(a):
Duplas funcionam melhor quando há um produto final compartilhado — como um print da construção, uma conclusão escrita ou uma pergunta para a turma. Isso dá sentido à colaboração.
Lembre-se: menos telas não significa menos aprendizagem. Às vezes, discutir por que um ponto se move é mais rico do que cada um clicar sozinho.
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