Na EMEF Nova Esperança, em São Paulo, a professora Juliana sabia que funções do 1º grau eram um ponto crítico na transição para o Ensino Médio. Muitos alunos memorizavam “y = ax + b” sem entender o que significava o coeficiente angular ou o termo independente.
Ela propôs uma investigação guiada no GeoGebra: os alunos criaram gráficos de funções e, com sliders (controles deslizantes), alteravam os valores de a e b. Perguntas como “O que acontece com a reta se o a for negativo?” ou “Por que todas as retas passam pelo mesmo ponto quando mudo só o b?” geraram discussões profundas — e autorreguladas.
Um grupo notou que, ao deixar a = 0, a reta ficava horizontal — e concluiu, sozinho, que isso representava uma “função constante”. Outro descobriu que retas com o mesmo a eram paralelas — sem que a professora tivesse dito isso antes.
Na avaliação, além de acertarem os cálculos, os alunos justificaram conceitualmente suas respostas. Um deles escreveu:
“Antes, eu achava que função era só conta. Agora vejo que é como se a matemática estivesse respirando.”
Dica do Professor(a):
No 9º ano, aproveite o GeoGebra para promover a autonomia conceitual. Deixe que os alunos façam perguntas — e use o software para que eles mesmos encontrem as respostas.
Esses estudos de caso podem ser publicados como posts individuais na seção, com tags por ano (6º, 7º, 9º) e por habilidade (geometria, álgebra, plano cartesiano etc.). Se quiser, posso criar também um modelo de layout para esses posts ou sugerir atividades complementares para download!
Quer seguir com a próxima seção? 😊
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